Neymar: Sempre foi, sempre será.


Sempre foi assim, assim sempre será:

O que é incomum é valorizado; o que é comum é ignorado.

Ser ou possuir algo incomum não é para quem quer, é para quem pode.

É para poucos.

Sempre foi assim.

Para os demais resta a pretensão.

Se não for o suficiente, resta o lamento.

Se o lamento não couber, resta a inveja. Fazer o quê?

Desde que começou a fazer - e ainda faz - o incomum dentro dos gramados, Neymar despertou rios de paixão e ódio muito além do frio concreto das arquibancadas.

Fruto de um raro talento, com jogadas improvisadas e ebriáticas que desnorteiam o adversário e que, na maioria das vezes, congela corações contrários na mesma velocidade com que aquece corações santistas na iminência de gol, Neymar é motivo de acaloradas e burras discussões:

Seria o jovem atacante do litoral paulista desrespeitoso?

Seria mesmo necessário essas fintas?

Seria.... blá.... blá... blá...

Ao comentarem, não percebem os incautos, que estão valorizando Neymar.

O incomum é valorizado. Sempre foi assim. Não lhes disse antes?

Por que será que não comentam outros jogadores na mesma intensidade de Neymar?

Oras, é simples cara-pálida.

Simplesmente porque os demais são comuns.

E, os comuns, são ignorados. Assim sempre será. Não lhes disse antes?

Concordar? É claro que não carece.

Mas discordar de que tudo que é incomum não deva ser valorizado, há uma veia de lamentação aí.

Ou seria uma artéria de inveja?

No mais, Neymar é foda. Sempre foi, sempre será.

E que o futebol, quando assim praticado, também é.

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